Luz, iPhone, ação

Com a melhora na tecnologia, empresas de aparelhos eletrônicos estão desenvolvendo celulares cada vez mais potentes, com melhor processador, câmera e afins. Um exemplo é a Apple, em que muitos diretores de filmes testam a capacidade de captação de som e imagem para fazer filmes e curta-metragem para o mercado.

No ano de 2016 o diretor Frank Mora lançou no Brasil o primeiro filme gravado em iPhone, feito sem dinheiro público, rosto conhecido e nenhuma câmera profissional. Seu nome, “Charlote SP”, gravado com um iPhone 5 que utiliza em seu dia a dia – “Foi uma maneira que eu vi de passar por cima de editais, desse processo todo que eu não estava a fim de entrar. Queria gastar esse tempo gravando”, ele explica, ao UOL.

Seguindo na mesma linha de utilizar um iPhone para gravar, veio o filme do diretor Zack Snyder, que após uma tragédia na família, deixou nas mãos de Joss Whedon o filme “Liga da Justiça”, e que agora ele está de volta, trazendo um projeto de curta metragem que contou com a ajuda de sua família. Snyder anunciou nessa semana o curta “Snow Steam Iron”, filmado somente com o iPhone durante um final de semana. O curta é uma visão positiva do afastamento de Snyder. Filmado em um final de semana em conjunto com amigos e familiares, ele deixa claro que o trabalho foi uma forma de lidar com momento em que passava, sem gastar muito dinheiro e fazendo algo juntos. Esse material foi filmado em abril de 2017, em seu escritório em Los Angeles, na Warner Bros.

A ideia também serviu para testar algo que poderia ser feito com equipamentos simples. Apesar de seu discurso ser minimalista, foi usado mecanismos além do iPhone na “esfera Snyder” que foi criada. Na lista estão as lentes Zeiss Exolens, Kessler Pocket Dolly para tracking, DJI como microfone externo e o aplicativo FiLMic, para configurações gerais da câmera.

No curta, é possível observar o estilo de Snyder, com recortes, ângulos e trilha sonora: tudo que o diretor ainda tem como marca no universo DC e com o que assina em seus trabalhos. Independente do orçamento, o “efeito visual” Snyder continua intacto.

Confira o trailer do curta ”Snow Steam Iron”:

 

O curta metragem tem quatro minutos e pode ser visto baixando o aplicativo VERO, que ainda não é muito explorado mas promete melhorar o compartilhamento do que o usuário gosta, com que ele gosta. Com um slogan “True Social”, está no mercado há um tempo e tem o Snyder como embaixador.

Portanto, fazer filmes hoje em dia está mais acessível, a um clique de um smartphone na palma da mão é possível, basta ter conhecimentos e técnicas de filmagem para que tudo saia conforme o roteiro.

Fontes:
B9
Uol

Rock in Rio – um case de marketing

Hoje, começa um dos maiores festivais de música do mundo, o Rock in Rio, repleto de muita música e animação. Vamos conhecer mais sobre a história de um dos maiores festivais de música.

Tudo começou em 1985, após um longo período da ditadura militar, o país começava a dar os primeiros passos rumo à democracia. Foi aí que com Roberto Medina o Rock in Rio surgiu. Pela primeira vez um país da América do Sul sediou um evento musical desse tipo.

A primeira edição do festival aconteceu no bairro de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. Em uma área de 250 mil metros quadrados foi construída a Cidade do Rock, que recebeu durante 10 dias 1.380.000 pessoas. Com uma estrutura de luz e som extremamente modernos para a época. Foi no Rock in Rio que a plateia de um grande show foi iluminada pela primeira vez.

Os anos seguintes do evento foram:

1991 – Rock in Rio Brasil

2001 – Rock in Rio Brasil

2004 – Rock in Rio Lisboa

2006 – Rock in Rio Lisboa

Agora, você já deve ter se perguntando: “o que cantores pops e eletrônicos fazem em um festival de rock?”

Para um festival que teve como abertura da primeira edição, a aclamada banda Queen com seu eterno Freddie Mercury, ter divas da música pop pode causar um certo estranhamento no público do festival.

Apesar do objetivo de criar um festival voltado para o rock, a primeira edição lançou mão de bandas/cantores brasileiros como Alceu Valença, Gilberto Gil Ney Matogrosso, Kid Abelha entre outros. Nas edições seguintes a presença de outros estilos musicais foi mais pesada, como a apresentação de Britney Spears.

O nome é sugestivo, porém, pode ter outro significado, que justifica a falta de alinhamento. A palavra rock significa “tremer, balançar”, se foi intencional ou não, não podemos afirmar, mas neste contexto faz sentido a presença de outros gêneros musicais.

É possível então entender que a escolha do nome do festival seria pelo aspecto do significado, mas não foi a mais sábia, já que restringiu a um determinado estilo musical desde o começo. Boa parte do conceito original ainda é agregado, tendo grande influência de outros estilos, mas, o principal continua sendo o rock.

Com o passar das edições, o festival tornou-se um case de marketing e branding bastante interessante. A marca tornou-se conhecida no mundo, respeitada e sinônimo de festival de música e não um nome que faça apenas referência a um estilo ou local específicos.

Atualmente, o evento representa diversidade musical e ponto de divulgação de marcas e entretenimento. Um exemplo foi o Rock in Rio de 2011, o primeiro a ter uma roda gigante na Cidade do Rock, teve grande participação das marcas, como o Banco Itaú, que explorou o fato de ser o patrocinador e além de espalhar materiais de comunicação pela Cidade do Rock, decorou a roda gigante e as pulseiras do evento com a marca – laranjas e emitem uma luz que pisca ao longo do festival, trazendo um show de luzes para a noite.

Esse é o tipo de ação que instiga e gera lembrança de marca e que no final você leva para casa e fica em contato direto durante o evento.

Para as empresas certas, isso significa que não é somente um festival de bandas e músicas, mas uma oportunidade de eternizar os momentos na memória e na vida das pessoas.

Fontes:
Rock in Rio
Infobranding