Música e o futuro

Nos últimos anos muitas inovações foram lançadas no mercado, seja para automação, fotografia, mas principalmente o entretenimento. Com o aumento do investimento em tecnologia, a realidade virtual veio para mostrar novos horizontes, com jogos, filmes e agora, música.

Parar no tempo não é possível, mas a Google passou a oferecer uma proposta similar: parar por tempo indeterminado naquela cifra ou trecho preferido de qualquer música. Isso agora é possível por meio do Inside Music, iniciativa que a empresa define “não como um produto, mas como um experimento”.

Com a ajuda do WebVR Experiment, a Google fez uma parceria com esse projeto desde 2009 e realiza trabalhos sonoros com a ajuda da tecnologia de algoritmos, com uma perspectiva de trabalho open-source, ou seja, qualquer um pode contribuir com códigos ou fazer uso de plataformas disponibilizadas.

Esse experimento contou com a parceria do Song Exploder, site em que os artistas entrevistados contam os detalhes de cada trecho de suas composições. Até o presente momento, é possível explorar a ideia do Google por meio de canções de 6 projetos musicais de gêneros e nacionalidades distintos, todos já entrevistados pelo Song Exploder: Nathalia Lafourcade, cantora mexicana que já tem um Latin Grammy; a banda de rock francesa Phoenix; Perfume Genius, projeto pop indie do americano Mike Hadreas, Alarm Will sound, que mistura entre clássica contemporânea, a Clipping, com o hip hop experimental e por fim as irmãs de origem franco-cubana do duo Ibeyil.

Vale a pena conferir essa novidade acessando o site aqui. Apesar das instruções estarem em inglês ele é intuitivo, bastando clicar no cantor + a música e depois selecionar as partes da composição que você quer que toque. Bom divertimento!

 

Fonte: B9

Cinemagraph: fotografia, técnica e movimento

Fotografia é a representação de uma imagem estática. Vídeo é a captura do movimento. O GIF veio para trazer imagens curtas que através de um looping começam e terminam sem parar.

E você, já ouviu falar em Cinemagraph?

O termo Cinemagraph ou Cinemagrafia pode parecer estranho, mas você já deve ter visto um GIF “artístico” por aí. É utilizado para curtas e animações com movimentos repetitivos. Esses gifs criam uma ilusão de ótica, que à primeira vista causa uma confusão na cabeça, pois não dá para saber se é um vídeo com alguma parte estática ou uma fotografia com alguma parte em movimento. Na verdade, não é um e nem outro, e sim a junção de dois. É possível criar cinemagraphs apenas com vídeos, apenas com imagens e com imagens e vídeos.

Essa técnica foi inventada pelos estadunidenses Kevin Burg e Jamie Beck, em 2001, criando um novo conceito para fotografia e tendência para imagens digitais. Kevin e Jamie vivem e trabalham na cidade de Nova York, criando fotografias, vídeos e cinemagraphs para a moda e campanhas publicitárias, em seu estúdio. Você pode conferir as obras deles clicando aqui.

Com a popularização, vários outros exemplos podem ser achados na internet, com cenas diversas, podendo ser trecho de algum filme, uma xícara de café com fumaça, rua com carros, chuva, água, fogo e luzes piscando.

Ao ver a imagem/vídeo/gif, a primeira ideia é pensar que é complexo, mas não é. O segredo é encontrar (ou criar) uma forma de deixar alguma parte num looping perfeito, onde o expectador não conseguirá ver a “emenda”. Para chegar nesse resultado, a imagem captada, seja através de vídeo ou fotografia, precisa ser feita com a câmera parada, de preferência num tripé. Depois é preciso mascarar (ocultar ou revelar) o que queremos deixar em movimento. Em seguida exportamos em GIF, através do comando Exportar > Salvar para a Web. Para ver o GIF rodando é necessário abrir com algum navegador de internet. Caso queira postar no Facebook, é necessário uma URL. No site Gyph é possível criar facilmente.  

O cinemagraph é mais uma opção de criação que mistura o melhor da fotografia e do vídeo. É um excelente recurso para direcionar o olhar das pessoas para detalhes específicos da imagem e quando bem trabalhadas geram um resultado final espetacular, fazendo com que a pessoa se sinta envolvida no cenário.

Fonte:
Design Culture