Truthtelling: é preciso ser a verdade

Dizer a verdade não é mais suficiente, é preciso ser a verdade. É o conceito defendido pelo gerente de publicidade da Petrobras Raul Santahelena, no livro “Truthtelling” que será lançado em dezembro. Nele, o executivo da estatal ressalta que as pessoas não abrirão mais suas carteiras, e muito menos seus corações para marcas que insistirem em discursos vazios.

Era da transparência

Mais do que nunca, as marcas devem prezar pelo que diz a famosa frase atribuída a Oscar Wilde: “ética é fazer o certo quando todos estão olhando; caráter é fazer o certo quando não tem ninguém olhando”. O que ele conta no livro Truthelling é que mais do que nunca na história da humanidade, vivemos hoje em um mundo de paredes de vidro, em plena era da transparência e da autenticidade. Épocas em que os muros limítrofes que separavam as instituições das pessoas, da sociedade, vêm sendo sem grande rigor implodidos e explodidos. A cada flagrante, a cada fail, a cada post-desabafo-denúncia e compartilhamento. Atualmente, cada indivíduo se torna um veículo de comunicação. O poder de voz que antigamente era restrito e exclusivo a poucos senhores, hoje está nas mãos de todos.

Fim do “bullshittelling”

Os novos consumidores, empoderados e imponderados, não tem mais tempo nem paciência para discursos desguarnecido e frases de efeito sem substância. Ninguém está mais suportando o que ele denomina de “bullshitetelling”, total oposto do Truthtelling. E a solução para isso é a autenticidade. Ser fiel à suas raízes, sua própria história, crenças e valores. É saber respeitar sua verdade enquanto marca e enquanto empreendedor. E, acima de tudo, respeitar a inteligência das pessoas. Lembrar-se que, os princípios têm esse nome porque devem vir antes de todo o resto. Não basta usar esse movimento somente para comunicação, na fala e nos dizeres, pois acaba sendo um tiro no pé. É preciso deixar com que a autenticidade permeie, contamine e revolucione toda a cadeia de valor da marca.

Propósito

Toda marca, seja ela pequena, média ou grande, deve saber qual a sua   de existir, qual o seu valor na sociedade e qual o seu propósito em fazer parte desse mundo. Com essa descoberta, todos tem o poder de gerar algo positivo em toda corporação e na sociedade. E todos passam a atuar alinhados ao mesmo norte. O consumidor sabe que, cada ato de compra é um ato de apoio a uma ideia, uma atitude e a uma verdade. Eles sabem o quanto precisam desembolsar para investir nos seus produtos ao invés do concorrente.

Autenticidade e relevância

As pessoas hoje em dia têm mais conhecimento sobre o mercado e por conta dos discursos vazios e promessas inexequíveis que vimos cada vez mais, dificilmente eles abrirão suas carteiras e muito menos seus corações para essas marcas.

Autenticidade e relevância são as duas premissas primordiais e elementares para a sobrevivência das marcas em plena selva contemporânea. O desafio delas são justamente descobrir como poder fazer parte do flow midiatizado de consumo imagético das pessoas sem destoar, soar falso, sendo verdadeiro e relevante. Caso contrário, você será cortado fora do jogo e seu concorrente logo virá a ocupar o seu lugar na mesma hora. E o segredo para que a sua marca consiga fazer parte da vida das pessoas é o Truthtelling.

Ser autêntico é o que as empresas devem buscar daqui em diante para que o público se engaje cada vez mais. As pessoas estão cansadas de conteúdo repetitivo.

A internet possibilitou que as pessoas possam opinar sempre que quiserem, por isso ter um conteúdo relevante é o diferencial para que elas continuem a acreditar na essência da marca.

Fonte: Meio & Mensagem

About the author: Graziela Tamanaha

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